Você sabia? 😉
 
O Morro do Hospício, onde atualmente situa-se o Parque Ecológico Municipal Celso Amorim Salazar Pessoa, é um dos lugares mais enigmáticos da Ilha de São Francisco do Sul. No local, encontram-se as ruínas da antiga igreja de São José, edificada no ano de 1681 a pedido da Sra. Isabel da Cunha.

A igreja passou por reformas no ano de 1733, sob os auspícios dos frades franciscanos, fundadores da então Ordem Terceira de São Francisco. Depois de meio séculos, em 1783, a estrutura da igreja apresentava rachaduras e riscos de desabamento, o que resultou no seu abandono. 

Tentativa de reedificação ocorreu em 1839 pelo Coronel Francisco de Oliveira Camacho, então deputado da Assembléia Legislativa Provincial, no entanto, devido às constantes rachaduras no cruzeiro da igreja, a obra foi abandonada diante de mau presságio.      

No ano de 1921, o prefeito municipal Dr. Eugênio Müler decide demolir os lendários muros de pedra da igreja visto a impressão de decadência. Atualmente os vestígios da igreja de São José podem ser vistos e visitados no topo do Morro do Hospício. 

A lenda do Morro do Hospício
 
“Por que Morro do Hospício, se naquele local nunca existiu, nem existe hoje, um asilo de loucos? A explicação dada por alguns historiadores envolve o fato de ter residido, há muitos anos atrás, ao pé do morro, que por sinal fica no centro da cidade, a numerosíssima família de Tiago, o preto, homem bom e justo, mas muito esquisito, a respeito de quem diziam-se coisas surpreendentes. Falava-se que ele era louco, bem como quase toda a família, havendo quem dissesse também que o negro velho tinha estreita ligação com os seres das trevas, chegando mesmo alguns a afirmar que às sextas-feiras, em noites de Lua Nova, Tiago ficava invisível, em frente a velha cabana onde morava, enxergando-se apenas a enorme brasa em cima de seu cachimbo de barro. Mas, o fato é perfeitamente compreensível. Afinal numa noite escura... O comentário geral apresentava Tiago como misterioso e louco. Daí, talvez, o nome do Morro.”
 
Livro: A Maldição do Morro Invisível
Autor: Antonio Dominone, Gráfica Requião, Curitiba, 1960, pág. 05.

Você sabia? 😉 O Morro do Hospício, onde atualmente situa-se o Parque Ecológico Municipal Celso Amorim Salazar Pessoa, é um dos lugares mais enigmáticos da Ilha de São Francisco do Sul. No local, encontram-se as ruínas da antiga igreja de São José, edificada no ano de 1681 a pedido da Sra. Isabel da Cunha. A igreja passou por reformas no ano de 1733, sob os auspícios dos frades franciscanos, fundadores da então Ordem Terceira de São Francisco. Depois de meio séculos, em 1783, a estrutura da igreja apresentava rachaduras e riscos de desabamento, o que resultou no seu abandono. Tentativa de reedificação ocorreu em 1839 pelo Coronel Francisco de Oliveira Camacho, então deputado da Assembléia Legislativa Provincial, no entanto, devido às constantes rachaduras no cruzeiro da igreja, a obra foi abandonada diante de mau presságio. No ano de 1921, o prefeito municipal Dr. Eugênio Müler decide demolir os lendários muros de pedra da igreja visto a impressão de decadência. Atualmente os vestígios da igreja de São José podem ser vistos e visitados no topo do Morro do Hospício. A lenda do Morro do Hospício “Por que Morro do Hospício, se naquele local nunca existiu, nem existe hoje, um asilo de loucos? A explicação dada por alguns historiadores envolve o fato de ter residido, há muitos anos atrás, ao pé do morro, que por sinal fica no centro da cidade, a numerosíssima família de Tiago, o preto, homem bom e justo, mas muito esquisito, a respeito de quem diziam-se coisas surpreendentes. Falava-se que ele era louco, bem como quase toda a família, havendo quem dissesse também que o negro velho tinha estreita ligação com os seres das trevas, chegando mesmo alguns a afirmar que às sextas-feiras, em noites de Lua Nova, Tiago ficava invisível, em frente a velha cabana onde morava, enxergando-se apenas a enorme brasa em cima de seu cachimbo de barro. Mas, o fato é perfeitamente compreensível. Afinal numa noite escura... O comentário geral apresentava Tiago como misterioso e louco. Daí, talvez, o nome do Morro.” Livro: A Maldição do Morro Invisível Autor: Antonio Dominone, Gráfica Requião, Curitiba, 1960, pág. 05.

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